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Amilhadoiros de palavras-pedra

Amilhadoiros de palavras-pedra

Creada e xestionada por Pedro Bravo López | 20 de setembro de 2010 ás 00:36

Etiquetado como comunidade, amilhadoiro, monumento, arte, pintura, escultura, arquitetura, literatura, participação, memória, tradição, lusofonia, compromisso, comarcas

Esta fase do projeto consiste no levantamento popular nas X comarcas da Galiza de “amilhadoiros” formados com pedras decoradas que levem inscrita uma palavra galega escolhida pelo participante segundo determine o projeto. Trata-se duma obra coletiva em todos os momentos de seu desenvolvimento (concepção, desenho, execução). Será coordenado por uma equipa por comarca, que terá que determinar o projeto definitivo (que inclui eventual determinação da temática lingüística e/ou simbólica, estabelecer lugar e data da erecção, etc.), divulgá-lo, procurar colaboradores, coordenar o trabalho dos participantes, etc. Haverá também uma equipa que coordene os trabalhos comarcais.
0. INTRODUÇÃO

1. BASE.- Apresentamos um projeto para um monumento público suficientemente definido para desbotar a idéia duma ocorrência e suficientemente aberto para requerer desde a sua concepção a participação de todos.

2. PRECEDENTE: O projeto original ia dedicado a Ricardo Carvalho Calero. Consistia num amilhadoiro de 1001 “palavras-pedra” ou “pedras-palavra” que incluiriam a primeira quenda de “léxico galego” que se começa a reconhecer na lusofonia. Digo isto para facilitar a compreensão e porque pode ser conveniente, nalguns casos, definir um âmbito linguístico...

3. FASES: Imos definir uma primeira fase (amilhadoiros comarcais) tomando como base o rascunho dum projeto concreto; uma segunda fase (que pode ser simultânea, mesmo anterior), seria o levantamento de amilhadoiros de caráter mais local (concelho, paróquia, etc.) ou particular (um colégio, uma associação, etc.), que permite dedicar o monumento a um âmbito lingüístico mais restringido e não exige coordenação com outros. A terceira fase, só com sentido se a fase comarcal tem êxito, seria a ereção dum amilhadoiro “nacional”, ou melhor “inter-nacional”, no que participariam pessoas de toda a lusofonia enviando, por exemplo, palavras específicas dos diversos territórios. Este amilhadoiro talvez deva ser mais clássico, pola dificuldade de moldar o volume duma quantidade excessivamente grande de pedras. Poder-se-ia ubicar em Nemetóbriga, Trives, centro da Gallaikia...

4. APARTADOS DO QUE SE SEGUE: Exporemos
1. as tarefas da/s equipa/s coordenadora/a,
2. as tarefas dos participantes
3. sobre o custe e mantimento
4. notas sobre simbologia e a representação visual.

1. EQUIPA/S COORDENADORA/S:

0. INTRODUÇÃO:
0. Deverão constituir-se, em cada uma das X comarcas da Galiza, uma equipa de pessoas que coordenem todo o processo, desde a concepção até a execução.
1.1. Essa constituição nem tem de ser simultânea, nem poderia.
1.2. Será necessária uma equipa que coordene às equipas comarcais (por exemplo, para não houver duplicidade de equipas numa comarca). Sua composição definitiva depende de como se vaiam perfilando os primeiros projetos. De momento terei de ser eu quem centralize a informação sobre os primeiros movimentos. [Talvez possa informar cedo da constituição da primeira equipa comarcal].
2.1. O âmbito diretamente concernido abrange à Galiza.
2.2. Mas também pode estender-se às comarcas eunaviega, berziana e seabresa; val de Xálima; mesmo norte de Portugal. [Nestas zonas, como noutras galegas, o recomendável seria que nos seus amilhadoiros consta-se a fala local]. Também às comunidades de galegos fora do país.
2.3. (De levar-se a cabo a terceira fase, o âmbito abrangeria o mundo lusófono e, no fundo, a humanidade toda. Neste último caso, a melhor solidariedade seria que adotassem o projeto para suas reivindicações).
3. O número de comarcas é meramente orientador. Há várias divisões. Eu privilegiaria a divisão mais antiga que se possa constatar. Talvez seja conveniente que as cidades tivessem um monumento próprio, para evitar obras demasiado voluminosas (se não trata de fazer a “tortilla más grande de Europa”). (Entre 50 e 70 será o total de monumentos comarcais e urbanos).
0.4. FUNÇÕES OU TAREFAS da Equipa Coordenadora (que se solapam de diversos modos): [1] constituição, publicidade, procura de colaboradores;
[2] definição do projeto; divulgação;
[3] gestão; coordenação na Rede;
[4] execução; cerimônia; [4b] mantimento do monumento.

1. CONSTITUIÇÃO e PUBLICIDADE - PROCURA DE COLABORADORES:

1. Uma vez constituída, a equipa coordenadora comarcal dará a conhecer o facto à equipa “nacional” (de momento, eu; no seu momento, uma equipa bem definida na sua composição e funções) e à comunidade toda [...]
2. A equipa procurará qualquer tipo de apoio para desenhar, divulgar e executar o projeto.
2.1. Apoio cidadã:
2.1.1. A participação da cidadania a nível individual.
2.1.2. A participação e/ou colaboração de associações culturais, vizinhais, etc.
2.2. Apoio técnico: veria bem a colaboração e assessoramento de lingüistas, artistas, arqueólogos, etnólogos, informáticos, etc.
2.3. Apoio institucional:
2.3.1. A colaboração de empresas e instituições públicas: só para favorecer, não para dirigir.
2.3.2. O apoio mais relevante será a concessão do terreno.
2.3.3. A colaboração de colégios, bibliotecas de concelhos, etc., será bem-vinda.
2.4. Apoio econômico: como dissemos abaixo, o projeto não é caro; os participantes podem aportar a parte alíquota dos gastos necessários.
2.4.1 O eventual apoio econômico de empresas ou particulares não terá nenhum efeito publicitário (só o meramente informativo) e não condicionará o projeto em qualquer dos seus aspectos.
2.4.2. Não se aceitará o apoio nem a colaboração de empresas que se saiba não respeitem os valores que pretende encarnar o projeto (transparência, respeito ao meio, à cultura, aos direitos dos trabalhadores, etc.)

2. DEFINIÇÃO E DIVULGAÇÃO DO PROJETO::

2. A. DEFINIÇÃO

0. INTRODUÇÃO :
1. A equipa definirá o projeto artístico-simbólico.
2. A determinação do projeto definitivo pode demorar até ter uma previsão fiável de participantes (trata-se de fazer uma obra boa, o que não queira ou se mostre renuente que não participe...)
3. ASPECTOS do projeto:
1] DESCRIÇÃO do monumento: AMILHADOIRO (introdução; forma e composição; desenhos e decoração); PEDRA FITA (...); COROA (...).
[2] LOCALIZAÇAO E DATA.

1. DESCRIÇÃO DO MONUMENTO:
0. 1. A idéia permite, mesmo exige, múltiplos projetos de diferente nível de complexidade e acabado. A descrição que segue corresponde a uma modalidade complexa do monumento. Está claro que o complexo consente simplificações, e também maiores complexidades.
0.2. ESTRUTURA: Aqui imos falar de três elementos: [1] o amilhadoiro (parte fundamental); [2] a pedra fita; [3] a coroa ou figura.
1. AMILHADOIRO:
0. INTRODUÇÃO: O nosso projeto parte do amilhadoiro tradicional (entendido como mero amoreamento de pedras) mas contempla a possibilidade de que tenha uma forma e uma decoração específicas. [Tamanhos, formas e disposição dependerão do desenho adotado no projeto final.]
Recomenda-se a conformação e o cobrimento colado não só por razoes de exibição, mas antes de conservação (evitar desprendimentos por erosão ou vandalismo, espólios de tanto “amante de Galicia”, etc.). Se fixarão, pois, as pedras da coberta.
Nós imos descrever um amilhadoiro deste tipo: forma semi-esférica e desenho mínimo do cobrimento. Será um casquete semi-esférico sobre o que se incrustarão ou colarão pedras pintadas e/ou gravadas do mesmo tamanho em fileiras bem ordenadas.
1. FORMA, COMPOSIÇAO:
1. Primeira etapa:
1. O amilhadoiro formado pelo depósito das pedras terá forma semi-esférica. [O que lembra as mámoas. Outras possibilidades: em forma de coração; estrela; rosa dos ventos; olho, cabeza, lombo de animal, perfil dum monte emblemático do lugar, etc., etc.]
2. Para que o tamanho do monumento não se desborde (...), as pedras devem ser pequenas, que se possa levar com uma mão. Mais o menos do tamanho dum coração humano, o que lhe confere mais carga simbólica.
2. Segunda etapa (cobrimento):
1. Colocação e colação das pedras, pois, irão sobre a base-suporte semi-esférica [...]
2. Ver execução [infra]
3. Terceira etapa (Simbologia)
Deste modo o monumento seria um fractal: esfera celeste - esfera terrestre – monte - amilhadoiro – pedra. O todo que é um e o um que é todo. Como remata diz o Manifesto Comunista: “o livre desenvolvimento de cada um será a condição do livre desenvolvimento de todos”.
2. DESENHOS: COMPOSIÇAO
0. Há que ter em conta que o desenho condicionará, além dos processos de reparto e execução, o processo de ereção. No caso de serem regulares (a forma e a cobertura), pode ser uniforme (pedras de formas e tamanhos similares, cores distribuídas ao chou), ou representando alguma legenda ou figura (geométrica, etc.). O desenho final será formado pelas pedras (como um mosaico) ou pintado sobre as pedras (como mero sorporte).
1. Combinando as cores pode-se representar algum motivo ou legenda. A disposição das palavras pode ser aleatória, alfabética ou com qualquer outro critério (formando um texto, etc.)
2. Para o primeiro monumento é preferível a idéia mais simples, e portanto mais doada: a liberdade total. O aspecto será misturado e colorista, algo naif, mas a linguagem é isso.
3. Os desenhos possíveis são múltiplos: mapa mítico da comarca; paróquias; constelações (a Ursa e o Cruzeiro); alguma legenda; motivos geométricos, arqueológicos, etc., etc.

2. PEDRA FITA:
0. No centro pode-se erigir (ou sobressair) uma coluna, pilar ou miliário de altura proporcionada que pode mostrar uma legenda imagens ou símbolos adequados (pequenas bandeiras de esmalte, constelações, etc.).
[São possibilidades, se não trata de recarregar o monumento]
1. A lenda e os símbolos da pedra fita também se poderiam submeter a concurso público. Há muitas possibilidades.
1.1. Por exemplo, inspirando-nos no “Padrão dos Povos” de Chaves, no qual constam os nomes dos povos pré-romanos que sufragaram a construção da ponte sobre o Tâmega, dividir a coluna de cima a baixo em três partes nas que se disporiam os nomes das paróquias da comarca, das comarcas da Galiza, e dos territórios lusófonos.
1.2.. Lendas representativas como a do dístico de Queiruga, etc., etc.
2. Este elemento poderia funcionar como o gnomo dum relógio de sol.

3. COROA: No caso dos amilhadoiros menores (da segunda fase) pode-se colocar sobre a coluna um busto dalgum persoeiro ou qualquer outra figura pertinente (globo terráqueo, estrela, etc.). Neste caso o monumento integra três partes (amilhadoiro, coluna ou miliário, e figura ou busto) plenamente autônomas, a execução se poderá realizar em etapas ou limitar-se à primeira e/ou à segunda fase.

2. LOCALIZAÇÃO E DATA

[A]. Localização e projeto condicionam-se mutuamente.
0.1. Localização e data se concretizarão com estudo e a suficiente antelação.
0.2. Acho preferível que tenham um valor simbólico.
1.1. Localização na comarca: em princípio, o lugar (monte, castro, etc.) central da comarca.
1.2. Localização descrição: Preferível um lugar bem visível, concorrido e protegido: um parque, uma praça, etc. Em qualquer lugar emblemático. Bom, o monumento poderá fazer especial qualquer lugar.
1.3. Também desejável que for de acesso doado, para que não haja problemas de espaço durante a composição efetiva do monumento.

2.1. A DATA de ereção não se prolongará muito desde o início do projeto.
2.2. Preferível que tenha um valor simbólico e que possa acudir a gente. Um festivo. Nalgum caso uma conjunção astral. Uma efeméride. A memória dum pessoeiro. Etc.
2.3. Como o projeto pode desenvolver-se em fases definidas pode haver diferentes cerimônias.

2.B. DIVULGAÇÃO DO PROJETO:

0. Uma vez definido, se divulgará e promoverá pelos meios habituais (um dos quais a Internet).
1. Cada grupo comarcal divulgará seu projeto na sua comarca (e nos lugares onde houver naturais dela).
2. Seria desejável criar um sítio único, no que se poda divulgar, centralizar a informação e fazer um seguimento de todo o processo. (Tenho alguma idéia ao respeito, mas gente mais capacitada sabe quais são os meios e os modos mais adequados).

3.GESTÃO – COORDENAÇÃO DA REDE

3.A. GESTÃO:
A equipa devera fazer as gestões oportunas para conseguir todas as permissões necessárias: requer um terreno; é uma obra pública; também é um acto público, etc.
3.B. COORDENAÇÃO NA REDE:
0. Pode-se levar um seguimento em Internet de todo o processo, aproveitando as diversas possibilidades que oferece a Internet: página web, facebook, etc.
1. Cada grupo comarcal poderá centralizar essa informação do modo que estime adequado.
2. Como dissemos, também pode haver um sítio único que centralize toda a informação.

4. EREÇÃO DO MONUMENTO

4.0. É bom informar aos participantes do modo em que se vai erigir o monumento

4.A. EXECUÇÃO OU LEVANTAMENTO:

1. O projeto é flexível, permite que se execute por partes claramente delimitadas (depósito, cobrimento, decoração, etc.)
2. O ideal é que a execução durasse um dia, mesmo com sua noite. Ou, se o levantamento requer mais de um dia, que se deixe tarefa para desenvolver no dia de conclusão (cobrimento).
3. Os participantes irão deitando e colando pessoalmente cadansua pedra de cima a baixo numa ordem preestabelecida. Se há um desenho prévio, cada grupo trabalhará como um homem, na parte previamente atribuída. Podem trabalhar vários grupos simultaneamente em distintos pontos do monumento. Não muitos, por risco de desorganização e porque impediria ou dificultaria a toma de imagens do ato. É conveniente que fossem previamente adestrados na colação da pedra.
(É conhecido o costume medieval dos peregrinos de colher pedras de cal em Triacastela (creio lembrar) e deixá-las nos fornos de Castanheda, em Arçua, para preparar a cal que se utilizava na construção da catedral de Compostela).

4.B CERIMÔNIA- LOCUÇÕES

0. A execução está integrada na cerimônia, ou vice-versa. Umas sugestões.
1. O acto terá um caráter lúdico-recreativo, mas também político e participativo. Creio que tem de haver um protocolo de atuação previamente definido e conhecido por todos.
2. Aconselho que a obra seja o mais igualitária possível. Não valem aqui escalões, autoridades, convidados ou espectadores. A eventual cerimônia tem de ser coerente com o espírito do projeto: singeleza, comunidade, lembrança.
3. Os participantes que assim o anunciassem – solicitassem – poderão dar as alocuções que se estimar pertinentes. (Segundo projeto).

2. PARTICIPANTES. TAREFAS.

2. 0. INTRODUÇÃO:

0. UNIVERSO. Nesta primeira fase, o universo de participantes pode estar limitado aos naturais e residentes das comarcas.
1. O projeto está aberto a todo o mundo.
2. Melhor que a quantidade de participantes determine o desenho do projeto.
3. O número de participantes pode ser exatamente o número de palavras do léxico (o que favoreceria a inscrição por temor a ficar fora...) o deixá-lo indeterminado se se incluem outras palavras galegas comuns.
0.4. Se o desenho contemplar uma cobrimento do monumento netamente diferenciada da alma do monumento, as pedras-palavra correspondentes podem reservar-se aos primeiros em apontar-se.
0.5. Os participantes podem desenvolver as atividades individualmente ou em grupos coordenados (...)
0.6. RELAÇÃO TAREFAS DOS PARTICIPANTES:
1) inscrição e publicidade
2) escolha de umha palavra, e de umha pedra
3) trabalho filológico [ficha] e desenhos (caligrafia, decoração)
4) memorização de qualquer texto relevante (pessoal, tradicional); ficha geológica, pintada ou gravura da palavra num lado; decoração da pedra; ensaios de colado.
5) recitação dum texto (poema, alocução pessoal, etc.); colocação da pedra.

2.1. INSCRIÇÃO [e publicidade]

1.0. Todos os dados e processos serão publicitáveis. Não haverá anonimato. (Talvez possa havê-lo noutras fases ou projetos).
1.1. Pode haver inscrição prévia [...]
1.2. Como dissemos, sugerimos que a participação num amilhadoiro comarcal exclua a participação noutro.
1.3. Princípio básico será “uma pessoa, uma palavra, uma pedra”.

2. 2. REPARTO/ESCOLHA DAS PALAVRAS/CORES E PEDRAS

[A] PALAVRAS

1. O reparto, consignação ou escolha só pode desenvolver-se com agilidade e transparência na Internet. Expertos determinarão qual é o melhor sistema.
2. A ordem pode ser aleatória, alfabético-cronológica (designam-se as palavras em ordem alfabética segundo a ordem temporal de inscrição) ou temático-pessoal (designação previa dos eventuais grupos temáticos das palavras a pessoas com idades).
[--]
3. Se as cores e/ou fasquias das pedras vão combinar dalgum jeito (conformando alguma legenda ou desenho) haverá que numerá-las e designar as cores segundo o critério mais ajeitado.

[B] PEDRAS:

0. O tipo (tamanho, forma) de pedra escolhido depende da regularidade da configuração do monumento. Algumas possibilidades:
1. Tamanho: o tamanho não deve exceder do que se possa suster com uma mão. Se for um monumento massivo não convém que sejam muito grandes. O tamanho do coração humano é uma boa medida.
2. Escolha:
2.1. que cada participante escolha uma pedra do lugar em que mora;
2.2. que se repartam pedras escolhidas previamente para garantir a uniformidade ou adequação (se há um desenho concreto) de formas e tamanhos.
2.3. escolha conjunta, que dizer, que haja um ato e momento específicos para a colheita de pedras. Isto só seria factível por grupos (de colégios ou turmas). Por exemplo, ir em grupo a umha praia pedregosa ou a um coído a cróios. Mas isto pode ver-se como um atentado ecológico... (?).

2. 3. TRABALHO [A] FILOLÓGICO (FICHA) E [B] DESENHOS (CALIGRAFIA, DECORAÇÃO)

A. TRABALHO FILOLÓGICO

0. Propõe-se incluir um/s modelo/s de “unidade didática” para que os alunos trabalhem, quer nas escolas, quer nas bibliotecas do Concelho, sobre a sua palavra.
1. Conhecer e aprender a usar os recursos de consulta e investigação lingüísticas: metodológicos, bibliográficos, informáticos, internéticos, etc.
2. As palavras, a linguagem, representam todo o espectro da cultura humana, polo que o projeto tem múltiplas possibilidades pedagógicas (que realidade, que disciplina escapa à luz da palavra?)
3. Pontos da Ficha de trabalho: Etimologia; registro mais antigo; ocorrência relevante; localização do uso; variantes; forma padrão; a palavra noutros idiomas; na tradição popular (cantos, contos, refrães, etc.); na literatura; fontes, bibliografia, etc., etc.
[Pode-se incluir uma ficha para a descrição geológica da pedra, etc.]

B. TRABALHO PLÁSTICO. Desenhos

0. Os participantes poderão (deverão) dar renda solta à sua imaginação, talento e manha para adornar a pedra e a palavra da forma que estime conveniente.
1. Se foram previamente estabelecidas para as pedras do cobrimento, ater-se-ão às restrições de cor, tamanho e/ou forma preestabelecidas. Por exemplo, cores claros / escuros, etc.
2. Em todo caso, terão em conta que nas pedras do cobrimento quando menos a metade da pedra ficará oculta. A parte exterior terá que centrar-se na palavra.
3. Os possíveis motivos que adornem ou acompanhem (os ocultos) à palavra são múltiples e serão escolhidos polo autor. Coplas populares, refrães, versos, debuxos, etc., etc.
4. Que os autores pintem na parte oculta da sua pedra o seu desenho particular desse(s) motivo(s) talvez seja uma possibilidade demasiado alambicada ou complexa para muitos.

2.4. MEMORIZAÇÃO; PINTURA PEDRA

[A] Memorização de qualquer texto relevante (pessoal, tradicional);

1. Os participantes que determine o projeto deverão memorizar algum texto relevante sobre sua palavra. [Que terão que recitar ou representar o dia do levantamento]
2. O caráter do texto é livre: pessoal, tradicional, de autor; etc., etc.
3. Os participantes (desta categoria participam todos) que tiverem possibilidade poderão incluir nos seus sítios na rede apresentações pessoais do seu trabalho e da sua pedra.
4. A informação e as reflexões sobre o monumento e a sua ereção fariam aos participantes, diretos e indiretos, mais conscientes do seu sentido, e assim valorizarão mais o seu e compartido, tanto herdado como fruto do próprio esforço, e só o conhecimento leva ao respeito.

[B] Pintada ou gravura da palavra num lado; decoração da pedra.

1. Um técnico aconselhará sobre o melhor modo de elaboração: tratamento prévio da pedra, pintura duradoira e não contaminante etc. O projeto escolhido poderá condicionar este ponto.
2. Aconselha-se recriar o desenho da pedra num cartaz (pelas duas caras). O pequeno tamanho da pedra supõe certa limitação que se pode superar no cartaz. (Estes poderão-se chantar arredor do monumento, o dia do levantamento, como as aras de Donom. As pedras poderão levar-se num “zurrom” ou bornal, que ficara como lembrança...).
3. Como dissemos, seria bom que os participantes pudessem subir à rede seus trabalhos.

2.5. INAUGURAÇAO. recitação dum texto ; colocação da pedra.

0. É conveniente determinar um protocolo ou cerimônia do levantamento (a “inauguração”). Desde a marcha ou “romaria”, na que os participantes levariam a pedra no “zurrom” e seu cartaz, que chantaria enquanto durasse o levantamento. Se é outono ou inverno e anoitece pode-se recorrer a fachos e demais [...]

A. RECITAÇÃO: Pode-se incluir o recitado por parte dos participantes de alocuções de celebração (poemas, impressões pessoais, etc.). Como dissemos, esta intervenção dependerá da vontade e imaginação dos participantes.

B. COLOCAÇÃO:
1. A formação da alma do amilhadoiro (o interior) não requer muita organização, mas se aconselha ter um plano claro.
2. No caso do cobrimento requerer um acabado especial, organize-se segundo se achar oportuno.

3. CUSTES E MANTIMENTO

1. CUSTES:
0. Não fiz qualquer cálculo sobre os custes. Em qualquer caso, não semelham proibitivos.
1. Poder-se-á dispor dum orçamento quando se defina o projeto particular.
2. O orçamento poderá ser coberto por doações, subscrição popular, direito de participação, etc. É uma das questões pendentes.
3. O ementado caráter modular facilita que se poda desenvolver em partes e por etapas plenamente autônomas.

2. MANTIMENTO:
0. O mantimento também é doado.
1. As ervas que com o tempo medrariam entre as pedras não exigem um seguimento constante. (Pode desenhar-se o monumento tendo em conta esses factores: deixar o acabado à natureza...)
2. Ademais, quando o estado de deterioro o requerer, um belo ato para futuros dias das Letras Galegas seria o “repintado” das pedras, já por mão dos autores já por outros (pois é obra coletiva). Com o mesmo ou outro desenho, segundo o projeto particular.

4. SIMBOLOGIA e representação visual

0. Todo o Projeto, desde a sua concepção, o seu desenho, a sua execução, etc., está carregado de simbologia e de sentido. E formará parte do processo da elaboração a reflexão sobre esses símbolos.
1. Assim, a simbologia encarnada nos elementos
- a mámoa: tumba coletiva, ponto de orientação e delimitação;
- o amilhadoiro: também recordação da peregrinação da comunidade;
- o “monte” como vínculo entre terra e céu;
- as pedras como símbolo da permanência e a origem;
- as palavras escritas ou gravadas em pedra, conjunção da matéria e o espírito, etc., etc.)
2. E na sua decoração (símbolos cosmológicos, motivos tradicionais, célticos, mapas, bandeiras, etc.).
3. Definição \\\"amilhadoiro\\\": \\\"Um milhadoiro ou amilhadoiro é um “montom grande de pedras, à beira dos caminhos aos santuários. Devem-se ao costume de ter o romeiro, que vai por primeira vez a um santuário, a obriga de tirar uma pedra, recolhida no trajecto, antes de chegar a ele, já que de nom ser assim o voto feito nom se consideraria cumprido.” (Estraviz)

http://sli.uvigo.es/ddd/ddd_pescuda.php?pescuda=milladoiro&tipo_busca=lema
http://sli.uvigo.es/ddd/ddd_pescuda.php?pescuda=amilladoiro&tipo_busca=lema

4. Representação visual: não há, de momento, nenhuma representação acabada do monumento, mas a representação geral é fácil de visualizar. Aqui apresentamos a imagem dum “amilhadoiro” tradicional (localizado no caminho de Santo André de Teixido; talvez o mais conhecido seja o da Cruz de Ferro, no caminho de Santiago) e um rascunho rápido que fizemos para complementar uma apresentação do projeto.
Amilhadoiros de palavras-pedra

Cales son as necesidades

1) Que surjam essas equipas comarcais dum jeito autónomo.
2) Sobretudo, apoio informático e cidadão (associações culturais, etc.)

Cales son os obxectivos

0. Lista de objetivos e/ou virtudes do projeto, que valoriza todas as dimensões ou aspectos envoltos (comunidade, compromisso, cultura, educação, etc.). O objetivo concreto imediato, o compromisso dos cidadãos com a língua, dos galegos com o galego, é um ponto no que culminam os que seguem, cada um deles à sua vez da mesma condição.
1. O conhecimento e valorização da riqueza da língua.
2. Reconhecer o valor da comunidade: pois é origem e meta da ação do individuo. O caráter coletivo do projeto (em todas suas fases: concepção, execução, inauguração ou levantamento, e mesmo mantimento do monumento) fomenta esse espírito comunitário. A participação coletiva, aprendizagem comum, colaboração, maior consciência cívica...
- A austeridade do projeto (não é caro nem sua execução nem seu mantimento) também favorece a valoração do esforço, próprio e coletivo.
- A modularidade ou plasticidade do projeto pressupõe e reforça a conjunção harmônica dos esforços particulares e coletivo.
3. Reconhecer o valor do território, como âmbito ou espaço. Consagração da terra, do povo, do universo. Encarna a comunidade (passado, presente e futuro).
4. Reconhecer o valor do passado: pois nele está a raiz do porvir.
5. Abrir horizontes: Às dimensões individual, comunitária e nacional soma-se a dimensão internacional (...). Para ser reconhecido há que reconhecer (e isto é mais primeiro que ser reconhecido para reconhecer): e que povo não reconheceria aquilo que o realça? O projeto dá a conhecer e valorizar pertença da nossa Galiza ao mundo lusófono [...]
6. No caso dos monumentos que o pretendessem, dar a conhecer ou homenagear a algum persoeiro da nossa cultura (em princípio, centrados na língua ou na cultura. Por exemplo: Eduardo Pondal, Uxío Novoneira, Carvalho Calero).
7. Fomenta a criatividade. E mostrará assim que o reconhecimento do passado e a colaboração com os outros, não são obstáculos mais conformadores da individualidade concreta e plena. Cremos que o projeto é original-e-tradicional, na conformação e na execução.
- Fomenta a sensibilidade
- Fomenta a madurez
- Fomenta a capacidade de decidir
8. Publicidade. Dar a conhecer a nossa vontade de aprimorar o tesouro da parte da herança coletiva [...]
- A ementada flexibilidade de sua modularidade (conformação, desenhos, “avocação”, etc.) permite, sem perder a unidade do projeto, a adaptação e portanto sua exportação.
- Pode publicitar-se cada fase do processo, complementando-se o individual e o coletivo.

O básico: cando, onde, para quen...

Universo: como a língua, o projeto vai dirigido absolutamente a todo o mundo.

Só para a primeira fase (amilhadoiros comarcais):
- Na Galiza: a cidadania galega (naturais e residentes; inclui, pois, aos emigrantes);
- Noutros territórios: a cidadania galego-falante ou interessada polo galego de Astúrias e Leão; do Val de Xálima; do Norte de Portugal. Também as comunidades de galegos que estão fora do país.

Duração:

Só para a primeira fase (amilhadoiros comarcais):
- cada um, entre 6/9/12 meses.
- o conjunto: de 1 a 3 anos.

Cal é o prazo de execución

1) As equipas comarcais devem constituir-se sem presa e sem pausa quanto antes. Penso que no prazo dum mês poderia haver uma.
2) Este projeto comarcal, entre 6/9/12 meses [assunto pendente].

Partindo de que o projeto não abrange só o último passo, a ereção do monumento, mas todo o processo (concepção, elaboração, ereção, e mesmo mantimento) forma uma unidade, podemos desglosar

1) Fase informativa: consiste em dar a conhecer o projeto à cidadania em geral; isso requer a colaboração de pessoas e associações ou entidades de todo tipo (associações culturais, de vezinhos, colégios, etc.). Duração estimada: entre um e três meses. Temos de ter em conta que a seguinte fase se pode iniciar em qualquer momento, não se requer a conclusão desse período.

2) Fase elaborativa: distinguimos dois momentos:

2.1.) Fase de definição do projeto: cada projeto concreto (cada monumento comarcal) requer como mínimo um coordenador que se encarregará de:

- escolha do tema
- desenho do amilhadoiro
- ubiquação, data
- materiais para a ereção.
- ritual de ereção.
- página web adequada

Duração da fase: um mês.

2.2.) Fase de elaboração “individual”: cada pessoa

- escolha da palavra – ficha
- escolha da pedra – decorado da pedra
- participação (representante) na ereção

Duração da fase: entre um e seis meses.

3) Fase executiva:

- a ereção definitiva far-se-á em um dia.
- Dependendo do projeto, pode haver uma fase prévia de deposição de pedras no lugar para aprimorar o conjunto o dia da inauguração.
- Dependendo da dimensão e/ou complexidade do monumento, pode durar umas horas ou todo um dia.

A miña propia contribución

O projeto tem um caráter essencialmente comunitário, exige a participação de muita gente.

Eu desenvolvo-me em condições favoráveis para constituir uma equipa coordenadora para a ereção do amilhadoiro numa comarca.

Poderia assumir a coordenação geral.

Lugar de realización

Cada monumento desta primeira fase requererá qualquer lugar central de sua comarca.

Algo máis que dicir?

1) O projeto está aberto a toda a Gallaecia (Asturies, Leão, Norte de Portugal), quer dizer, seria desejável informar aos cidadãos desses territórios, por se querem constituir grupos comarcais e somar-se ao projeto.

2) Se a primeira fase do projeto tem êxito se abrem duas possibilidades:
2.1.) Ereção dum monumento unitário da Gallaecia e toda a Comunidade lingüística galego-portuguesa.
2.2) Cada concelho, paróquia, instituição, colégio, associação, etc., poderá promover a ereção dum amilhadoiro próprio. Abrindo-se agora a possibilidade duma pessoa participar em vários projetos. Aqui teria mais sentido manter aberto o amilhadoiro: por exemplo, que num colégio os alunos vaiam depositando todos os anos uma pedra.
3) Dedico este trabalho a Neus R. T., rapaza catalã cujo amor pela Galiza sobarda com acréscimo a plana indiferença de vinte galegos.

Preguntas realizadas sobre esta idea

Trataría de: 1) Facer umha listagem de correio electrónico con gente a cooperar 2) imprementar primeiro modo singelo com tecnologías gratuitas Google (GDocs para formularios) ou de internet. 7 de febreiro de 2011 ás 15:57 por xabier

Olá. Por fim consegui aceder. Não lembrava o contra-sinal. Temos que conseguir que possas aceder ao site. Distingui várias categorias de participação. Amanhá sem falta dou um retoque à página. Pode-se ir aprimorando depois sobre a marcha. Mas está bem que essa proposta. Seria bom elaborar um molde de inscrição. Eu não tenho muito experiência nisso. O meu temor principal é gastar muito tempo em algo que se poderia fazer mais rápido e singelamente. Mais o primeiro de tudo, como dizia, é conseguir que outra gente possa aceder ao site. Obrigado pela colaboração.

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